Eu não me sinto maravilhosa todos os dias.
Pronto.
Talvez essa não seja a frase que você esperava encontrar em um texto sobre amor próprio.
Mas é a verdade.
Tem dias em que eu me olho no espelho e gosto do que vejo.
Tem outros em que encontro defeitos em tudo.
Tem dias em que me sinto forte, segura e capaz de enfrentar qualquer coisa.
E tem dias em que duvido de mim.
Durante muito tempo, achei que isso significava que ainda precisava aprender a me amar.
Hoje penso diferente.
Amor próprio não é gostar de tudo em você o tempo inteiro.
É continuar se tratando com amor mesmo nos dias em que você não gosta tanto assim do que vê.
Talvez tenham vendido uma ideia errada sobre autoestima
Nas redes sociais, amor próprio muitas vezes aparece como uma mulher impecável.
Ela acorda feliz.
Treina.
Come saudável.
Está sempre bem vestida.
Ama o próprio corpo.
Tem limites perfeitos.
Não aceita menos do que merece.
E parece saber exatamente quem é.
É bonito de ver.
Mas a vida real não é assim.
Na vida real, você pode ter limites e ainda sentir culpa ao dizer não.
Pode saber que merece mais e ainda sentir saudade de quem não soube valorizá-la.
Pode amar seu corpo e, em determinados dias, não gostar do que vê no espelho.
Pode saber que tomou a decisão certa e ainda chorar por causa dela.
Isso não significa que você não tenha amor próprio.
Significa que você é humana.
Nas redes sociais, amor próprio muitas vezes aparece como uma mulher impecável.
Ela acorda feliz.
Treina.
Come saudável.
Está sempre bem vestida.
Ama o próprio corpo.
Tem limites perfeitos.
Não aceita menos do que merece.
E parece saber exatamente quem é.
É bonito de ver.
Mas a vida real não é assim.
Na vida real, você pode ter limites e ainda sentir culpa ao dizer não.
Pode saber que merece mais e ainda sentir saudade de quem não soube valorizá-la.
Pode amar seu corpo e, em determinados dias, não gostar do que vê no espelho.
Pode saber que tomou a decisão certa e ainda chorar por causa dela.
Isso não significa que você não tenha amor próprio.
Significa que você é humana.
Nas redes sociais, amor próprio muitas vezes aparece como uma mulher impecável.
Ela acorda feliz.
Treina.
Come saudável.
Está sempre bem vestida.
Ama o próprio corpo.
Tem limites perfeitos.
Não aceita menos do que merece.
E parece saber exatamente quem é.
É bonito de ver.
Mas a vida real não é assim.
Na vida real, você pode ter limites e ainda sentir culpa ao dizer não.
Pode saber que merece mais e ainda sentir saudade de quem não soube valorizá-la.
Pode amar seu corpo e, em determinados dias, não gostar do que vê no espelho.
Pode saber que tomou a decisão certa e ainda chorar por causa dela.
Isso não significa que você não tenha amor próprio.
Significa que você é humana.
Eu também demorei para entender isso

Durante muito tempo, eu achei que precisava me sentir completamente segura para poder dizer que estava bem comigo mesma.
Mas algumas das maiores demonstrações de amor próprio da minha vida aconteceram justamente quando eu estava morrendo de medo.
Quando saí de um relacionamento que já não me fazia bem, eu não estava me sentindo poderosa.
Eu estava assustada.
Eu tinha dúvidas.
Não sabia exatamente como seria minha vida depois daquela decisão.
Mas fiz uma escolha.
Eu escolhi não continuar em um lugar onde estava deixando de ser eu.
Hoje entendo que aquilo foi amor próprio.
Não porque eu estava me sentindo maravilhosa.
Mas porque, mesmo insegura, decidi que meu bem-estar também precisava importar.
Amor próprio é muito mais do que gostar da sua aparência
Cuidar da aparência pode fazer parte do amor próprio.
Eu gosto de me arrumar.
Gosto de cuidar do meu cabelo.
Gosto de me sentir bonita.
Mas não quero que a minha autoestima dependa disso.
Porque o que acontece quando você não se sente bonita?
Você deixa de se sentir valiosa?
E quando envelhece?
E quando seu corpo muda?
E quando você ganha peso?
E quando aparece uma ruga?
Se todo o seu valor estiver apoiado na aparência, qualquer mudança poderá parecer uma ameaça.
Por isso, para mim, amor próprio é muito maior.
É conseguir olhar para si mesma e pensar:
“Eu continuo sendo digna, mesmo nos dias em que não me sinto bonita.”
Amor próprio também é dizer não
Essa talvez seja uma das formas mais difíceis de amor próprio para muitas mulheres.
Porque fomos ensinadas a agradar.
A cuidar.
A compreender.
A ceder.
A manter a paz.
E muitas vezes confundimos ser uma boa pessoa com estar sempre disponível.
Mas você pode amar alguém e dizer não.
Pode compreender alguém e colocar um limite.
Pode se importar e ainda assim decidir ir embora.
Pode decepcionar alguém sem estar fazendo alguma coisa errada.
Nem toda culpa significa que você fez algo errado.
Às vezes, a culpa aparece simplesmente porque você está fazendo algo novo:
se colocando em primeiro lugar.
Você não precisa ser forte o tempo inteiro
Essa é uma coisa que aprendi depois de muitas reconstruções.
Existe uma diferença entre ser forte e acreditar que você nunca pode desmoronar.
Você pode chorar.
Pode pedir ajuda.
Pode admitir que está cansada.
Pode dizer:
“Eu não sei o que fazer.”
Isso não diminui sua força.
Aliás, talvez exista muita coragem em admitir que você precisa de ajuda.
Eu não quero construir uma versão de mim que nunca sofre.
Quero construir uma mulher que saiba o que fazer quando sofrer.
E se você ainda não gostar de si mesma?
Comece pelo respeito.
Eu sei que parece pouco.
Mas talvez seja justamente o começo.
Se você ainda não consegue olhar para o espelho e dizer:
“Eu sou linda.”
Tudo bem.
Experimente:
“Eu mereço respeito.”
Se ainda não consegue dizer:
“Eu amo meu corpo.”
Experimente:
“Meu corpo merece cuidado.”
Se ainda não consegue dizer:
“Eu sou incrível.”
Experimente:
“Eu estou aprendendo a confiar em mim.”
Você não precisa pular da rejeição para o amor.
Pode passar primeiro pelo respeito.
Depois pelo cuidado.
Depois pela aceitação.
E, aos poucos, talvez o amor venha.
Não espere outra pessoa para confirmar o seu valor
Essa talvez seja uma das maiores armadilhas nos relacionamentos.
Quando alguém nos deseja, nos elogia ou demonstra interesse, sentimos que nosso valor foi confirmado.
E é gostoso.
Eu não vou fingir que não é. ❤️
Mas existe um problema quando começamos a precisar disso.
Quando a mensagem não chega, a autoestima cai.
Quando alguém vai embora, você pensa que não é suficiente.
Quando alguém escolhe outra pessoa, você entende aquilo como uma prova de que existe alguma coisa errada com você.
Não.
A escolha de alguém não determina o seu valor.
Uma pessoa pode não querer ficar.
Isso pode doer.
Mas não transforma você em alguém menos bonita, menos interessante ou menos digna de amor.
Amor próprio também é escolher melhor
Quando você começa a se respeitar, algumas relações deixam de fazer sentido.
Não porque você ficou exigente demais.
Mas porque passou a enxergar coisas que antes aceitava.
Você percebe que carinho não deveria vir acompanhado de medo.
Que amor não deveria exigir que você desaparecesse.
Que atenção não é a mesma coisa que cuidado.
Que química não é necessariamente compatibilidade.
E que estar com alguém não é automaticamente melhor do que estar sozinha.
Isso muda completamente a maneira como você escolhe quem entra na sua vida.
Depois dos 40, isso pode ganhar um significado ainda maior
Aos 42, eu já não quero passar os próximos anos tentando convencer alguém de que sou suficiente.
Não quero gastar energia tentando parecer mais jovem.
Não quero diminuir meus desejos para caber na expectativa de outra pessoa.
Não quero aceitar migalhas porque tenho medo de ficar sozinha.
Quero continuar aprendendo.
Quero cuidar de mim.
Quero amar.
Quero ser desejada.
Quero construir.
Quero viver.
Mas quero fazer tudo isso sem precisar abandonar quem eu sou para conseguir.
Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas que acontecem quando começamos a amadurecer:
a opinião dos outros vai perdendo espaço e a nossa própria voz começa a ficar mais alta.
Então, o que é amor próprio?
Talvez seja isso:
Escolher o que te faz bem mesmo quando alguém não entende.
Dizer não mesmo sentindo culpa.
Ir embora quando ficar significa se abandonar.
Pedir ajuda quando você não consegue sozinha.
Cuidar do seu corpo sem puni-lo.
Permitir-se envelhecer sem acreditar que sua vida acabou.
Aceitar que alguns dias serão difíceis.
E continuar acreditando que você merece uma vida boa.
Amor próprio não é se olhar no espelho e amar absolutamente tudo.
É olhar para aquela mulher e pensar:
“Mesmo quando eu não gosto de tudo em você, eu não vou te abandonar.”
Essa frase mudou muita coisa para mim.
Porque eu já fui abandonada por pessoas que amava.
Já perdi pessoas que nunca teria escolhido perder.
Já precisei deixar alguém para trás.
Mas hoje sei que existe uma pessoa que precisa permanecer comigo em todas as fases da minha vida.
Eu.
Talvez seja esse o amor que você estava procurando

Talvez você tenha passado anos esperando alguém chegar e finalmente fazer você se sentir especial.
Talvez tenha esperado uma mensagem.
Um pedido de desculpas.
Um casamento.
Um relacionamento.
Um elogio.
Um olhar.
E talvez nada disso seja suficiente para preencher aquilo que só você pode construir.
Não porque você não precise de amor.
Mas porque o amor de outra pessoa nunca deveria ser a única prova de que você merece ser amada.
Você merece amor antes.
Durante.
E depois.
Inclusive nos dias em que não consegue enxergar isso.
Comece pequeno
Hoje, faça uma coisa por você.
Não precisa ser grandiosa.
Diga não para alguma coisa que você realmente não quer fazer.
Descanse sem sentir culpa.
Vista aquela roupa que você gosta.
Faça algo que estava adiando.
Olhe no espelho sem procurar defeitos.
E, se não conseguir dizer “eu me amo”, tente apenas dizer:
“Eu estou aqui. E não vou mais me abandonar.”
Talvez seja suficiente para começar.
Com amor,
Valentina Amado 🌻
💬 Quero conversar com você
Para você, o que é amor próprio?
É aprender a dizer não?
É se respeitar?
É cuidar do corpo?
É sair de uma relação que faz mal?
Ou talvez seja simplesmente parar de se abandonar?
Escreva nos comentários. Eu quero muito saber como você enxerga isso.


